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Como funciona o Facebook?

Assuntos: Ciência e Tecnologia, Data: 9 de dezembro de 2015 - 12:23 Autor: Regina do Couto Visualizações: 503.
Facebook - painel do Centro de Fort Worth
Facebook – painel do Centro de Fort Worth

O Facebook é um modelo de tecnologia de efeito em cascata, onde o valor da rede do usuário é exponencialmente proporcional ao número de usuários da própria rede. Trocando em miúdos, quanto maior, melhor.

Mas como o Facebook gerencia esta rápida, imensa e crescente rede de conexões para seus milhões de usuários ao mesmo tempo?

Com mais de 900 milhões de usuários ativos, o Facebook é o site mais ocupado da internet.

De acordo com Jeff Rothschild, atual conselheiro e um dos principais acionistas da companhia, engenheiro de infraestrutura e VP de Tecnologia do Facebook entre 2005 e 2010, o “gráfico social” da rede é a somatória das inúmeras conexões entre as páginas e perfis dos usuários e amigos; entre pessoas e eventos; eventos e fotos; fotos e textos; e ainda incontáveis dados mais sutis que são conectados subliminarmente, criando identidades: os chamados metadados.

E para suportar essa taxa de crescimento exponencial, a engenharia do facebook trabalha permanentemente na construção da sua extensiva infraestrutura, cada vez mais potente e eficiente.

De dentro de um dormitório na Harvard, em 2004, até 2008, o Facebook já ocupava 3 grandes Centros de Dados nos Estados Unidos, suas principais plantas de operação, que interagem uns com os outros: um em Santa Clara, outro em San Francisco (California); e mais outro em Northern Virginia (região metropolitana de Baltimore-Washignton).

Mas sua rede conta, hoje, com servidores próprios até na Suécia (cidade de Lulea, 2015), além de uma série de espaços alugados em centros de dados de outras empresas.

A infraestrutura destes centros é montada em servidores com astronômica capacidade de armazenamento de dados em camadas, carregados por diversos softwares, alguns desenvolvidos pelo próprio time de tecnologia do Facebook.

A primeira camada de dados do Facebook é composta por servidores web que criam as páginas e os recursos que os usuários vêem, utilizando linguagens de computação variadas, das mais simples às mais complexas (PHP, C++, Java, Python e Ruby) e automatizando funções.

Para gerenciar essa mistura de abordagens e funções, a empresa criou um aplicativo que permite aos diversos programas com línguas diferentes trabalharem juntos, o protocolo Thrift.

A camada de base da Rede é composta por milhares de servidores superpoderosos, que funcionam como um gigantesco banco de dados, alojando e distribuindo aproximadamente 1 exabyte (2013) de dados e metadados dos usuários: são trilhões de textos, amigos, fotos, vídeos, eventos etc. por dia.

E, entre essas camadas, encontram-se os servidores de cache, com dezenas de terabytes de memória RAM, responsáveis pelo processamento de mais de 20 milhões de solicitações por segundo, executando 95% de todo funcionamento da rede, em dados e conexões, numa velocidade muito maior do que seus discos rígidos e bancos de dados seriam capazes de processar.

Os centros se comunicam, ora duplicando funções e dados, ora replicando-os, para manter a sincronicidade e acelerar o desempenho da rede.

Mas o Facebook é uma rede que não para de crescer, o que exige a busca de soluções para os seus gargalos, em inovações tecnológicas constantes.

Imagine os esforços da companhia para desenvolver uma arquitetura de computação cada vez mais eficiente e sofisticada, e, ao mesmo tempo, buscar métodos de redução de consumo e perda de energia nos seus centros operacionais.

Tudo nas instalações do Facebook é levado à excelência: utilização de energias renováveis, sistemas de iluminação e refrigeração inteligentes. É o caso do centro de Luleå, com 30 mil m² (11 campos de futebol), onde o Facebook hospeda grande parte das 800 milhões de páginas de usuários da Europa, do Oriente Médio e da África.

A fonte energética do centro é 100% limpa, hidrelétrica e até o aquecimento das estações de trabalho e o resfriamento dos equipamentos é feito apenas com a circulação do ar.

Com uma ideia original de descobrir como ampliar a infraestrutura de computação do Facebook da maneira mais rápida, eficiente e econômica possível, em 2011 a equipe de engenharia da empresa de Palo Alto (Califórnia) montou um projeto aberto, colaborativo, que acabou se tornando uma Fundação: o Open Compute Project – OCP.

Assista  o vídeo da palestra de Jay Parikh (Facebook News, em inglês), atual VP de Engenharia do Facebook, na Cúpula do Open Compute Project – OCP 2015. Parikh faz uma linha do tempo dos projetos do Facebook e os ganhos da empresa em termos de eficiência, incorporando contribuições diversas nos designs, nas ideias, nos sistemas elétricos e mecânicos, na geração e distribuição de energia dos centros, servidores e aplicações, armazenamento de dados etc.

Todos os projetos do Facebook passaram a ser abertos, com acesso democrático, relações e benefícios transparentes às comunidades de engenheiros mundo afora. Esta é a política deste gigante das redes: compartilhar ideias e propriedade intelectual para maximizar a inovação e reduzir a complexidade operacional num espaço computacional escalável.

Clique nas imagens para ampliar:

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